segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

A poem of dream



Tantos sonhos estragados
Por ruidos banais
Mas depois de acordados
Somos iguais a todos os mortais

A sonhar sinto uma pura liberdade
Consigo dizer toda a verdade
Posso amar, posso matar, não tenho medo de arriscar
Porque sei que vou acordar

Adormeço e encaixo-me noutro Mundo
Podia dizer tudo mas não ficava tudo dito
Dentro do sonho era um vagabundo
E podia tocar no infinito

Posso ser o heroi da História
Ou até o vilão
Tudo se grava na memória
Nada se perde no meu clima de ilusão

Quero ser o que quero
Sonhar acordado
Não viver em situação de desespero
E ser amado

Não quero ser imortal
Pois iria sonhar pouco e isso é frustrante
Morrer pode ser um portal
Para um sonho prolongado e constante

Enquanto piso a Terra
Vou calcando-a bem
Deixo a minha marca
E arranjo casa no Além

Como ser Humano, erro e consigo respirar

Luis Fonseca, 18/01/2010